Já faz alguns anos, mas já estive em Santiago de Compostela mais de uma vez. Entretanto, não como peregrino e sim apenas como um mero visitante. Na época eu estava a trabalhar para uma empresa Portuguesa e passei grande parte do meu tempo entre 2004 e 2007 "vivendo" no Porto, em Portugal. Até hoje sou apaixonado por aquela região e considero a Ribeira do Porto, com a Ponte Luís I provavelmente uma das mais bonitas do mundo. Em noites de lua cheia, com a lua sobre o Rio Douro a cortar a paisagem é algo que tira o fôlego de qualquer pessoa que possa registrar, nem que seja mentalmente, este momento.
Entretanto, este blog não é sobre o Porto (apesar de poder falar um monte sobre este lugar) e sim sobre Santiago de Compostela e sendo assim, voltamos ao foco. Santiago era um lugar que acabei por visitar diversas vezes pois cada vez que algum colega de Curitiba estava também a trabalhar no Porto, guardávamos os fins de semana para viajar e a região da Galícia normalmente era de eleição. Sendo assim, La Coruña e Santiago de Compostela faziam parte do itinerário tradicional, uma vez que estavam à apenas poucas horas de distância e facilmente possibilitavam uma bela viagem ao fim de semana.
Lógico que naquela época em si apenas visitava a cidade no intuito de ver as belezas locais. Com certeza os peregrinos que lá chegavam ou mesmo àqueles que via pela estrada chamavam sim a atenção, mas com a curiosidade de alguém interessado no caminho daquelas pessoas e não em "seguir o próprio caminho". Por Santiago, encontrava diversos peregrinos e inclusive pude naquela época presenciar um pouco da missa dos peregrinos, que acontece diariamente ao almoço.
Atualmente descobri que viver Santiago de Compostela é mais que apenas visitar a cidade. Planear o Caminho, preparar-se mentalmente, não saber o que poderei encontrar e me apoiar nos dizeres de que "aquele que está no Caminho nunca estará sozinho e sempre encontrará assistência" podem parecer muito abstratos, mas que após prestar atenção no meu eu interior, passam a fazer sentido e nesse momento conto os dias para chegar o grande dia da partida.
Continuando com o clima de nostalgia, guardo também na memória a última vez que lá estive, em Junho de 2009 e é incrível como desde então, apesar de Santiago de Compostela estar ali próximo (a uma estrada de distância e algumas horas a conduzir), o destino levou-me por outras rotas e somente agora trouxe-me o desafio de lá voltar, não mais de carro e sim, como peregrino a seguir o caminho de bicicleta.
Realmente Guilherme, ir como turista conhecer a cidade e até a Igreja é uma coisa.ir como pererino é outra. É no caminho que as coisas acontecem, fora e dentro de nós.
ResponderEliminarO sentimento é mesmo esse. Quando lá estive, haviam muitos peregrinos, além de muitos turistas. Vê-se no rosto de cada um as diferentes expressões e espero agora buscar o outro lado. Abraço!
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